João Pedro Vieira

Palavra ao Associado AILD

Transmontano, Partner da Invest 351, com histórico como CFO em Grupos Multinacionais espanhóis. Licenciado e Mestre em Economia. Pós-graduado em Direção de Empresas e com MBA Internacional na Católica Porto Business School.

O que faz profissionalmente?

Neste momento sou Partner de uma empresa de consultoria de investimentos no sector imobiliário, em Portugal. Depois de vários anos com responsabilidades de direção financeira em Grupos Multinacionais, decidi empreender e criar uma empresa, juntamente com o meu sócio Rui Barreira, que vai de encontro a muitas das necessidades que existem no sector imobiliário. A Invest 351 nasceu para oferecer serviços integrados que resolvem problemas das pessoas e famílias, nacionais e internacionais.

Vamos fazer de conta que sou um potencial investidor. Como se processa o investimento? De que valores mínimos estamos a falar?

A resposta da Invest 351 é sempre customizada a cada cliente. A primeira análise é tentar entender quais são as suas motivações enquanto investidor. Tudo começa com uma reunião inicial, presencial ou por videochamada, onde recolheremos informações sobre tipologias de imóveis em que pretende investir, orçamento disponível e rentabilidades esperadas. Recolhidos esses primeiros inputs, vamos trabalhar para encontrar e montar a melhor solução de investimento, ajustada às premissas da reunião de apresentação e o seu caso específico.
Na Invest 351 tratamos de todos os trâmites e burocracias associados ao investimento. Não tem de se preocupar com nada. Temos uma oferta de serviço numa lógica de one stop shop, isto é, o investidor só tem de “falar” com a Invest 351 durante todo o processo do seu investimento. Se por acaso, o imóvel onde investiu precisa de obras de reabilitação, nós trataremos de o ajudar com projetos de arquitetura, obras e até decoração. Não existe orçamento mínimo. Essa é uma premissa exclusiva de cada investidor.

Agora é boa altura para investir? Porquê?

Sim, é uma boa altura para investir. Por um lado, atendendo às incertezas geopolíticas e macroeconómicas que vivemos, o sector imobiliário tem sido um refúgio para os investidores, por outro, há cada vez mais pessoas com vontade de mudar de casa devido, por exemplo, ao teletrabalho. Todas estas conjunturas fazem com que haja elevada procura no sector. No caso concreto Português, entre o primeiro trimestre de 2021 e o mesmo período de 2022, registou-se uma subida no valor das habitações de 12,9%. Este é o aumento “mais expressivo” desde 2010. Por outro lado, a oferta está em mínimos dos últimos anos. Existem também incentivos fiscais consideráveis para investidores, tanto nacionais como internacionais. Por fim, salientar que o ativo imobiliário é sempre passível de ser rentabilizado, quer através da venda ou com recurso ao arrendamento.

De que países são oriundos os vossos principais clientes?

Neste momento, temos representatividade em 11 países fora de Portugal. Nos últimos tempos, temos tido maior incidência na procura por cidadãos norte americanos, franceses, brasileiros, espanhóis e belgas. A maioria procura investimentos, mas muitos deles entram em contacto pois têm vontade de viver em Portugal. Neste último caso, também cuidamos de todos os trâmites burocráticos associados.

Porque se tornou associado da AILD?

Sempre senti gosto pelo associativismo. Conhecer e aprender com novas pessoas é uma maneira de estar que sempre cultivei. Vi nesta associação, a quem desde já parabenizo pelo excelente trabalho demonstrado até aqui, uma boa oportunidade para contribuir com a minha modesta parte, para que comunidade lusófona esteja mais conectada.

É o responsável pela área dos negócios & Empresas. Quais os objetivos desse departamento e como está a ser desenvolvida a rede?

O objetivo é aproveitar todas as redes de contactos que a AILD desenvolveu até aqui, tanto no âmbito cultural, social ou científico e aumentar essa massa crítica com mais empresas, ou profissionais em nome individual, numa lógica de aporte de mais valor à rede existente. O principal objetivo da área de Negócios e Empresas, será o de colocar em contacto esses associados, procurando que se ajudem mutuamente. Por exemplo, um associado da AILD no Brasil que queira montar uma fábrica em Portugal para produzir os seus produtos para o continente europeu, poderá contar com uma rede de associados em Portugal que o poderá ajudar.
Esta rede tem como principais elementos agregadores a lusodescendência e a língua Portuguesa. Acredito por isso que esta será tão mais forte quanto se consiga dotar de mais e de ainda melhores associados, potenciando as trocas comerciais de bens ou serviços. A área de Negócios e Empresas é uma plataforma de contactos entre pessoas que partilham a lusa descendência. A confiança, que nos negócios é primordial, é um fator que mais facilmente se obtém quando partilhamos história e cultura com outros associados. É muito interessante, colocar em contacto luso descendentes do Sri Lanka e ou França, por exemplo. O objetivo é que todos ganhem com estas trocas comerciais.

Para quando o primeiro encontro de empresários?

A área de Negócios e Empresas da AILD terá intenção de marcar presença em todas as iniciativas de outras áreas da associação. Relativamente a um encontro fomentado pela área de Negócios e Empresas, o nosso objetivo é que em 2023 possamos encontrar um país onde seja possível juntar todos os associados de uma forma presencial. Estamos já a desenvolver contactos nesse sentido e acredito que teremos novidades muito em breve.

Juntar a cultura, ciência, ação social e as empresas, é importante para a criação de uma rede internacional de língua portuguesa?

Sem dúvida que a criação de uma rede internacional onde se fomente a nossa cultura é muito importante. Esta rede aproxima as pessoas e não deixa que a história se apague. Vivenciar é trocar ideias, conhecer pessoas e culturas, partilhar experiências. Parto do meu caso concreto, resultado da minha atividade profissional, muito do meu tempo é dedicado a atividades empresariais. Acredito que esta associação dar-me-á ferramentas e contactos para crescer também a nível cultural, científico e conseguir ajudar na ação social. Já conheci muitas pessoas desde que entrei para a AILD e com elas muitas experiências.

Uma mensagem para as Comunidades lusófonas.

Comunidade representa comunhão, neste caso, comunhão de pessoas que partilham a língua e cultura portuguesa. Estamos todos conectados. Deixo-vos parte de um poema de Fernando Pessoa, que representa, para mim, este projeto da
área de Negócios e Empresas da AILD.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(…)

Conto convosco para conseguir concretizar o sonho que é conectar o maior número de lusodescendentes possíveis na AILD. Forte abraço!

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