Editorial fevereiro

Caros Leitores,
Fevereiro abre-se diante de nós com a intensidade silenciosa da obra de Manuel Casimiro, cuja intervenção sobre a Mona Lisa — acompanhada pelo olhar atento de Rodrigo Magalhães — nos lembra que a arte é sempre diálogo, transformação e convite. É com esse espírito que percorremos esta edição.
Começamos com “As questões legais no Movimento Associativo”, onde Cláudia Branco nos recorda que nenhuma instituição vive apenas da paixão: a maturidade jurídica é o alicerce que garante futuro, credibilidade e impacto. São já “Cinco Anos de Caminho” que a AILD reafirma o seu percurso e a sua missão global, celebrando a força de uma comunidade que cresce unida pela língua e pela identidade. No Espaço Empresa, conhecemos a Adapt4you, um projeto que nasce da empatia e da engenharia para transformar a acessibilidade em realidade concreta. Um testemunho de como a inovação pode — e deve — servir pessoas.
Mergulhamos na Grande Entrevista com Marco Neves, que nos conduz pelos bastidores da língua portuguesa, revelando a sua vitalidade, as suas pontes invisíveis e a forma como continua a unir mundos. Rigorosamente a não perder! De Macau, chega-nos a análise da Conselheira das Comunidades, Rita Santos, mostrando como tradição e modernidade podem caminhar lado a lado.
Em “Passagens”, Joaquim Magalhães de Castro resgata a figura fascinante de Félix da Rocha, cartógrafo esquecido que merece regressar ao mapa da nossa memória. Nas Artes, celebramos Celina da Piedade, cuja música é raiz e reinvenção, eco e futuro.
O percurso segue com o Ambiente, onde refletimos sobre os milhões pagos para destruir o nosso património numa corrida desenfreada por uma transição energética duvidosa; levamos a política aos mais novos, e trazemos “Acompanhamento, saladas e molhos”, num magnífico texto do António Manuel Monteiro. Um tema que toca vidas e exige atenção: o tabagismo e os caminhos possíveis para a cessação tabágica, num artigo claro e útil de Eduarda Oliveira. Porque informar também é cuidar.
Paulo Dinis, traz-nos uma visão estratégica sobre Diplomacia Económica e a Diáspora Portuguesa. Em “Geração Sem Fronteiras”, vamos poder conhecer Francisca Gomes, que partiu do Porto para os Países Baixos. A “lente” deste mês está entregue ao Rui Santos, onde cada sombra parece escolhida, cada textura ganha voz, cada enquadramento sugere uma história que continua para lá da imagem. Na “Viagem Lusitana”, um poema de Isalita Pereira convida-nos a todos a caminhar devagar, a sentir o peso leve das raízes e a reencontrar, na poesia, a geografia afetiva que une Portugal pelo mundo. Em “Falar Português”, seguimos a parte II da origem das línguas ibéricas. Fechamos com outro artigo de leitura obrigatória: um apelo à lucidez num mundo que insiste em viver dentro da mentira.
Esta edição é, mais do que nunca, um mosaico vivo: da arte que nos provoca à identidade que nos une; da economia que molda o mundo à infância que o renova; do ambiente que nos desafia à memória que nos ancora; da língua que nos atravessa ao olhar fotográfico que nos revela; das empresas que inovam às tradições que persistem; da reflexão fiscal que inquieta à saúde que nos chama à responsabilidade. Cada tema é uma peça deste retrato plural da lusofonia contemporânea. Que cada página vos acompanhe com curiosidade, sentido crítico e inspiração — e que fevereiro vos encontre disponíveis para ver, pensar e sentir um pouco mais longe. Boas leituras.



