Retratos da nova emigração
Gonçalo Melo, de Viseu até à Suíça

Têm entre 25 e 40 anos. Cresceram num país em transformação, concluíram estudos superiores, abraçaram o mundo com curiosidade e ambição. São jovens, portugueses, qualificados — e fazem parte de uma geração que, sem renunciar às suas raízes, decidiu construir o futuro além-fronteiras. A saída não foi uma fuga. Foi antes uma escolha ponderada: a procura de melhores oportunidades profissionais, de contextos mais competitivos, de horizontes mais amplos. Uma decisão corajosa que reflete tanto a vitalidade como os desafios do Portugal contemporâneo. Hoje, encontramos estes jovens em numerosos países. Trazem consigo a língua, a cultura e a identidade portuguesas; levam consigo competências, criatividade e uma forma muito própria de olhar o mundo. Ao longo de doze meses e de doze retratos, revelaremos motivações, percursos e conquistas. Estas páginas são, acima de tudo, um retrato do que significa ser jovem e português no século XXI.
São ainda o retrato de uma geração ambiciosa que não encontrou em Portugal aquilo que outros países lhe ofereceram: reconhecimento profissional e a garantia de uma vida boa. No entanto, onde quer que estejam, estes jovens continuam a levar Portugal — e a sua herança no coração.

Gonçalo Melo tem 30 anos. É licenciado em Engenharia Informática pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu e trabalho como Senior Software Engineer na OMEGA. Natural de Viseu, mudou-se em fevereiro de 2024 para a Suíça. Antes desta experiência, apenas tinha viajado ocasionalmente pela Europa, mas nunca tinha vivido fora de Portugal. Partiu sozinho, o que considera ter sido um grande desafio, mas também uma tremenda oportunidade para crescer e aprender.
O que o levou a tomar a decisão de emigrar?
Desde adolescente, sempre tive curiosidade em viver e trabalhar fora de Portugal, experimentar novas culturas e ter outro tipo de desafios. Procurava novas experiências profissionais e pessoais, desafios que me permitissem crescer e aprender e um contacto mais próximo com diferentes culturas.
Que fatores em Portugal mais pesaram nessa decisão?
Felizmente tinha um ótimo estilo de vida em Portugal, pude dar-me ao luxo de partir por vontade própria e não por necessidade. Contudo, reconheço que a mentalidade foi um fator preponderante.
Foi uma decisão rápida ou amadurecida ao longo do tempo?
Quando recebi a proposta, tudo se desenrolou muito rapidamente. É preciso estar atento e preparado para agarrar oportunidades quando elas surgem.Naturalmente, uma mudança destas preocupa a família, especialmente por eu ir sozinho. No entanto, todos confiaram na minha decisão e apoiaram-me sem me tentar convencer do contrário.

Quais eram as suas principais expectativas em relação à vida no país de acolhimento?
A Suíça é conhecida pela sua organização, pontualidade e diversidade, e eu esperava encontrar exatamente isso: um ambiente estruturado, novas experiências culturais e oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
E como foi a sua chegada? Quais foram as maiores dificuldades de adaptação
Lembro-me como se fosse ontem: desde a despedida emocionada do meu pai e irmão no aeroporto até à chegada à primeira vila que me acolheu, Grenchen. Enquanto ia com as malas desde a estação de comboio até casa, só havia um único pensamento, em loop, na minha cabeça: “O que foste fazer, Gonçalo?”.
A maior dificuldade foi e ainda é fazer amigos fora do trabalho, dado que as pessoas aqui são mais reservadas. Ainda não me sinto totalmente adaptado e sei que isso levará tempo. Ao nível burocrático, os processos são claros e eficientes, evitando assim possíveis dificuldades. Quanto à língua, muitas pessoas falam inglês, mas aprender francês trouxe-me mais autonomia. Alguns meses após a minha chegada, comecei a ter aulas online de francês, o que me ajudou a aprender a língua de forma mais rápida e eficiente. Hoje, consigo gerir a minha vida quotidiana sem problemas.
Que estereótipos tinha sobre o país e descobriu que não eram verdade?
Antes de chegar, tinha alguns estereótipos sobre a Suíça: pensava que não se podia fazer barulho à noite, nem puxar o autoclismo depois das 22h, que seriam extremamente frios e formais, e que toda a gente era rica. Descobri que, apesar da pontualidade e organização serem reais, as pessoas são simpáticas e prestáveis, e que pequenos deslizes do dia a dia, como um autoclismo à noite, não causam catástrofes. Quanto ao dinheiro… é certo que não são todos milionários, mas valorizam muito o tempo em família e na natureza ao fim de semana, por isso, de certa forma, parecem muito ricos naquilo que realmente importa.
Como conseguiu arranjar trabalho e casa?
Consegui arranjar trabalho e um espaço temporário enquanto ainda estava em Portugal. Fui contactado por um headhunter via LinkedIn e, após algumas entrevistas online e uma presencial, assinei o contrato de trabalho. Sou formado em Engenharia Informática e continuo fiel à área. Trabalho como Senior Software Engineer na OMEGA, uma empresa de referência no setor do luxo. Nunca pensei que o meu código um dia ajudasse a vender relógios suíços… mas aqui estamos!
Relativamente à habitação, o processo foi mais complicado, pois era necessário estar presente. A solução que encontrei a curto prazo foi de arrendar um apartamento temporário, semelhante a um Airbnb. Depois de estar cá, tornou-se mais fácil encontrar uma casa permanente: através de plataformas online fiz três ou quatro visitas, encontrei uma de que gostei e candidatei-me, enviando um dossier com vários documentos, CV, registo criminal, recibos de vencimento e contrato de trabalho. Felizmente fui selecionado, mas sei que, de forma geral, o processo não é tão simples. Acredito que a empresa e a minha posição ajudaram bastante a alcançar este resultado de uma forma célere.

Tem melhores condições de trabalho na Suíça? Sente-se mais valorizado?
O ponto mais diferenciador é, sem dúvida, o salário, aliado ao forte poder de compra. Ao mudar-me para a Suíça, o meu salário triplicou, algo que em Portugal seria muito difícil de alcançar. Em contrapartida, aqui não posso trabalhar remotamente, o que, tendo em conta a minha realidade atual, começa a pesar cada vez mais. Quanto à progressão de carreira, acredito que a experiência internacional acrescenta valor à mesma e poderá abrir portas interessantes no futuro.
Não me sinto necessariamente mais valorizado aqui do que em Portugal. Para mim, o valor ultrapassa a parte financeira, sinto-me valorizado quando confiam em mim e no meu trabalho, quando me dão autonomia, quando me dão oportunidades para crescer e quando a minha opinião é ouvida e tida em conta. E isso, felizmente, já acontecia em Portugal.
O que mais o surpreendeu no mercado de trabalho suíço?
Vindo do mundo da consultoria, estava habituado a resolver problemas rapidamente, o típico “para ontem” português. Por isso, fiquei surpreendido ao perceber que aqui o ritmo é completamente diferente: as coisas não se fazem… vão-se fazendo. O meu chefe chegou a dizer-me, em tom de brincadeira, que eu “trabalho rápido demais” e que às vezes o resto da equipa precisa de tempo para acompanhar.
Há algo em que considera que Portugal está mais avançado do que a Suíça?
Sim, no que toca à digitalização dos serviços administrativos. Na Suíça, ainda há uma forte cultura de papel, o chamado “paperwork trail”, contratos impressos, comunicações por correio físico, enquanto que em Portugal muitos desses processos já são digitais. É curioso perceber que, apesar de ser um país tão organizado e eficiente, a Suíça ainda tem muito a aprender com Portugal no que diz respeito à modernização digital.
Como é viver longe da sua família e dos amigos de infância?
Quando tomei esta decisão, sabia que iria passar a maior parte do tempo sozinho e convenci-me de que isso não seria um problema, visto que já vivia sozinho em Portugal e estava habituado a ter autonomia. A diferença é que, em Portugal, mesmo estando sozinho, sabia que numa questão de minutos podia estar com um amigo, um familiar ou simplesmente sair à rua e ouvir a minha língua. Por vezes, claro, há momentos de solidão, mas tento não dar muito espaço a esse sentimento. Mantenho a cabeça ocupada, faço exercício, exploro novos lugares e mantenho contacto regular com quem me é querido.


A distância afetou as suas relações pessoais ou familiares?
Sim, inevitavelmente. A distância, com o tempo, traz algum afastamento e até esquecimento, mas também tem o lado positivo de mostrar quem realmente se importa connosco.
Hoje, com o WhatsApp e as redes sociais, é fácil manter o contacto, mas é diferente de estar presente, especialmente em aniversários, jantares ou outras ocasiões especiais. Tento compensar com chamadas frequentes e visitas quando possível. Felizmente, tenho pessoas que continuam a fazer questão de estar por perto, mesmo à distância.
Tirando os colegas de trabalho, contam-se pelos dedos da mão os amigos que aqui fiz. Vejo isso como um dos principais obstáculos de viver na Suíça, as pessoas são muito respeitosas e educadas, mas sinto que há sempre uma barreira invisível difícil de ultrapassar.
O facto de muitos viverem e trabalharem em cidades diferentes também não ajuda, já que o tempo de deslocação é grande e o dia a dia é muito mais programado. Em Portugal era comum combinar algo de última hora, como, por exemplo, beber uma cerveja depois do trabalho, aqui é preciso marcar com antecedência no calendário.
Mantém maioritariamente contacto com portugueses ou com locais?
No trabalho, é um ambiente muito internacional, tenho dois colegas portugueses e vários de outras nacionalidades, o que aprecio bastante, porque traz perspetivas e formas de trabalhar diferentes.
Fora do contexto profissional, as minhas amizades são apenas com locais, o que também me tem ajudado a compreender melhor a cultura suíça e o modo de vida daqui
Se comparar a sua vida em Portugal e na Suíça, quais são as maiores diferenças?
As diferenças entre a vida na Suíça e em Portugal são muitas. Os transportes públicos, por exemplo, chegam até às vilas mais remotas e funcionam como um relógio suíço, sempre pontuais e eficientes, algo impensável na maioria das cidades portuguesas, onde é quase impossível viver sem transporte próprio. Os salários na Suíça são significativamente mais altos e o poder de compra acompanha, o que torna certas despesas do dia a dia, como uma ida ao supermercado, relativamente mais acessíveis em termos percentuais do meu ordenado.
Os impostos também diferem: pago menos em termos percentuais e vejo claramente para onde vão: construção e renovação de edifícios, estradas, manutenção urbana. Raramente vejo ruas sujas ou espaços negligenciados. A segurança, a organização dos serviços e a eficiência do dia a dia reduzem imprevistos e stress, e a forte ligação das pessoas com a natureza contribui para um estilo de vida mais saudável e equilibrado.
Um detalhe que me marcou foi ver crianças de seis anos a irem sozinhas para a escola a pé, algo que seria impensável em muitas cidades portuguesas e que mostra como a confiança e a organização da sociedade fazem parte do quotidiano suíço.
Que aspetos positivos encontra em Portugal e que acha que deviam ser mais valorizados?
Além do óbvio, como o clima, a gastronomia ou a hospitalidade, Portugal tem um talento académico tremendo. Continuamos a vender o país como destino turístico, mas é preciso pensar além da hospitalidade.
Na minha área, há várias empresas internacionais, incluindo suíças, que reconhecem o potencial dos profissionais portugueses, altamente qualificados e com salários mais baixos.É crucial capitalizar isto, criando condições para atrair grandes empresas e fomentar o espírito empreendedor nos jovens, para, em última análise, poder oferecer salários mais competitivos. Seguir exemplos de outros países, como a Irlanda, pode ser um caminho interessante.

Volta regularmente a Portugal?
Sim, este ano consegui regressar a Portugal praticamente uma vez por mês. Sinto-me bem. Quando regresso, é para estar com as pessoas de quem gosto e isso é sempre bom. No entanto, cada vez mais sinto uma espécie de limbo, sem sentimento de pertença pleno nem ao meu país de origem, nem ao país que me acolheu. Acho que alguma perda de identidade é inevitável nestes casos.
Sente saudade do seu país?
Saudade é uma palavra única, impossível de explicar. Para mim, é um misto entre a tristeza pela ausência e a alegria pela memória. Do que mais sinto falta é do convívio com amigos e familiares, aqueles encontros combinados em cima do joelho que acabam à mesa, entre gargalhadas e boa disposição. Aqui, passo muito mais tempo sozinho e sinto a ausência dessa espontaneidade tão portuguesa. Também há pequenas coisas do quotidiano que me fazem falta como o som do português à volta e, claro, o clima. Na Suíça, há alturas em que os dias se tornam semanas cinzentas.
Sente que mudou como pessoa depois de emigrar?
Sim, claramente. Tenho muito mais confiança em mim e nas minhas capacidades. Pensemos, fiz toda esta mudança sozinho, para um país novo, com uma língua, cultura e emprego diferentes. Os desafios foram inúmeros e tive de me desenrascar. Hoje sinto-me mais autónomo, mais independente e, sobretudo, mais consciente daquilo de que sou capaz. Desde pequeno que ouço a expressão “a tropa manda desenrascar”. Não que tenha andado na tropa, mas sempre fui desenrascado e levo esse valor comigo diariamente. Tento também ser uma boa pessoa, algo que acredito fazer parte da essência do nosso povo, acolhedor e solidário. Como disse José Saramago, o meu autor português favorito: “Ser emigrante não é deixar a terra, é levar a terra consigo.”. Hoje, sinto que tenho uma identidade mista. Trago comigo os valores de Portugal, mas adotei outros ao viver aqui, como o gosto pelo silêncio, a busca pela eficiência ou o prazer de estar na natureza.
Acha que seria uma pessoa diferente se tivesse ficado em Portugal?
Sim, sem dúvida. Não sei que pessoa seria, mas certamente diferente. Somos feitos das nossas vivências e experiências, e cada escolha molda-nos de uma forma única. Se tivesse ficado em Portugal, teria tido outra vida, talvez melhor, talvez pior. Nunca saberemos, e talvez o mais entusiasmante seja mesmo isso, não sabermos à partida o que o futuro nos reserva.
Que imagem têm os suíços dos portugueses?
Aqui na Suíça olha-se para os portugueses, no geral, como um povo trabalhador, fiável e humilde. Acredito que esta imagem positiva é fruto de décadas de trabalho das gerações anteriores, que abriram portas e criaram respeito pelo nome de Portugal, algo que eu tenho a agradecer.
Como vê Portugal agora, estando longe?
Neste momento vejo Portugal como o país perfeito para visitar: bom clima, excelente comida, pessoas acolhedoras e muita oferta cultural. Para os residentes, no entanto, entendo que muitos se sentem cada vez mais sufocados financeiramente, incompreendidos e isolados. Aliado a isto, apercebo-me de uma crescente divisão política e algum desfasamento da realidade, o que considero potencialmente perigoso. Houve mudanças, em Portugal. Mas nem todas as mudanças são positivas, e isso deixa-me desiludido. A mentalidade em Portugal continua muito focada no imediato: resolvem-se problemas agora, sem pensar nas consequências futuras. Para exemplificar, destaco dois casos: a habitação descontrolada e a ausência de um plano ferroviário estruturado, este que traria bastantes benefícios a uma região do centro tipicamente esquecida.
O que mais me desilude é a falta de visão a longo prazo. Muitas políticas e medidas parecem pensadas apenas para ganhar ou manter votos, e não para resolver problemas de forma estruturada. Enquanto esta mentalidade prevalecer, será difícil transformar Portugal num verdadeiro caso de estudo de eficiência e inovação, algo que acredito que o país poderia alcançar com visão e planeamento a longo prazo. E não é apenas uma questão dos políticos, visto que a sociedade portuguesa, de forma geral, tende a acomodar-se, a não questionar, a não fazer ouvir a sua voz nem a pensar no seu papel contributivo para a transformação da sociedade.

Acha que Portugal valoriza a sua diáspora?
Acho que Portugal não valoriza verdadeiramente a sua diáspora, parece que há uma certa distância entre o país e quem vive lá fora. Existem iniciativas que vão surgindo, é verdade, mas falta um verdadeiro envolvimento, algo que nos faça sentir parte ativa do futuro do país e não apenas portugueses que vivem longe.
Vê uma nova “geração de emigrantes portugueses” diferente das anteriores?
Sim, vejo uma geração mais qualificada, com mais estudos e melhor preparada, mas talvez menos resiliente. Hoje temos jovens que dominam mais do que uma língua, que saem do país com outro tipo de ambição e abertura ao mundo, muitas vezes para serem inseridos em setores estratégicos dos países de acolhimento. No entanto, penso que também exista menos paciência e uma menor tolerância à frustração.
Diria que muitos ainda emigram pelas mesmas razões que os seus pais ou avós, a procura de uma vida melhor, sobretudo em termos financeiros. A diferença é que hoje, em Portugal, as condições de partida são bastante melhores, penso que já não se emigre para fugir da miséria, mas muitas vezes para procurar reconhecimento ou estabilidade. Além disso, há uma motivação nova, que é a vontade de viver experiências diferentes e participar em projetos mais desafiantes. Muitos jovens devem também sentir que Portugal é por vezes pequeno demais para as ambições e o potencial que têm, e veem na emigração uma forma de testar os seus próprios limites.
Que conselhos daria a jovens portugueses que estão a pensar emigrar?
O primeiro conselho é arriscar. A minha filosofia é que vale mais tentar do que ficar parado, na maior parte dos casos, é sempre possível regressar, e é preferível viver esta experiência por nós próprios e tirar as nossas próprias conclusões, em vez de ficar no “e se”. Uma vez tomada essa decisão, aconselho todos os jovens a planear cuidadosamente a mudança. Garantam um contrato de trabalho antes de sair e pesquisem sobre o custo de vida, habitação e cultura do país de acolhimento. A mim ajudou fazer uma lista com todas as tarefas a completar antes da partida e após a chegada. Emigrar é um grande desafio, nem tudo será como imaginam, mas cada experiência é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Procurem manter contacto com a vossa família e amigos e esforçem-se por se integrar na sociedade. Aprendam a língua local, isso faz toda a diferença na adaptação. Acima de tudo, sejam curiosos, resilientes e desfrutem da experiência. Não esperem que alguém venha mudar o país ou as vossas circunstâncias por vocês, comecem por fazer a diferença onde estão e ponderem todas as possibilidades, inclusive sair do país. E, se um dia o decidirem fazer, não temam, porque “sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam”.
Considera a emigração como solução temporária ou definitiva?
Não vejo como algo definitivo nem como algo temporário, prefiro aproveitar esta experiência e deixar para o futuro a próxima etapa. Pretendo regressar quando construir uma família. Quero que os meus filhos cresçam perto dos seus familiares, pois considero importante criar laços fortes desde cedo. Não existem países perfeitos e as prioridades de cada um mudam com o tempo.


Cristina Milheiro
3 horas agoPartilha interessante sobre o que significa viver num outro país.