Abril fica-nos bem

© Joana Neiva

Abril acabou agora mesmo, mas não nos podemos esquecer de abril. Até porque abril fica-nos bem. Claro que digo isto a brincar, pois (o 25 de) abril foi – e continua a ser – muito importante. Os valores que abril “abriu” foram muito marcantes para todos nós. Sem ele não teríamos liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade para estar com um grupo de amigos ou simplesmente estar na rua até à hora que nos apetecesse, entre muitas outras coisas.

É uma data marcante que devemos honrar e continuar a defender “com unhas e dentes” e cravos e palavras e tudo o que estiver ao nosso alcance, pois nada está dado como garantido.

Antes, outros lutaram para que hoje tivéssemos a liberdade que temos nos dias de hoje e agora somos nós que devemos lutar pela continuidade da nossa liberdade e pela liberdade das próximas gerações.

Tu sabes o que significa o 25 de abril?

Eu proponho-te 2 exercícios que gostava muito que fizessem em casa, em família e que depois me escrevessem aqui por baixo na caixa de comentários.

O 1° exercício que vos proponho é que peguem na lista de livros que irei deixar a seguir e que passem numa biblioteca perto de vocês e que leiam alguns (ou todos) os livros de que vos falo aqui. Podes, também, perguntar aos bibliotecários se te sugerem outros e quais sobre este tema.

Sugestões de livros:

  • “Do lado de fora da gaiola” de Carlos Nuno Granja;
  • O pássaro quadrado” de Milu Loureiro;
  • “A fábula dos feijões cinzentos” de José Vaz;
  • “O rapaz sem orelhas de burro” de João Manuel Ribeiro;
  • “O meu 1° 25 de abril” de José Jorge Letria;
  • “Avó onde é que estavas no 25 de abril?” (este poderá ser ótimo para iniciares o 2° exercício) de Ana Markl;
  • “25 de abril – o abril que nos fez“ de Alexandre Honrado;
  • “História de uma flor“ de Matilde Rosa Araujo;
  • “25 Mulheres” de Raquel Costa;
  • “Era uma vez o 25 de abril” de José Fanha.

O 2° exercício que vos proponho é que perguntem aos vossos pais, avós, tios, família… onde estavam quando se deu o 25 de abril em Portugal e o que significou para eles o 25 de abril de 1974. Depois tenta comparar com os dias de hoje e com a liberdade que tens hoje para fazer aquilo que os teus familiares antes de 1974 não podiam fazer. Vais ficar espantado com as respostas. Não te esqueças de as escrever aqui na caixa de comentários porque eu também estou curiosa para saber.

Para terminar este artigo digo-te que estas fotos foram tiradas numa Hora de Conto que eu fiz na Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris onde, em conjunto com outra atividade que decorreu antes com o artista Glaçon – cuja exposição “Orgulhosamente ABRIL” tive a oportunidade de organizar e de apresentar no Consulado de Portugal em Paris em fevereiro e março do presente ano – se juntaram turmas que aprendem o português em França. Li o livro “Do lado de fora da gaiola” do escritor Carlos Nuno Granja e trauteamos juntos a canção “Venham mais cinco” de Zeca Afonso. Posso contar-te que foi muito emocionante ver pais/famílias e crianças juntos a cantar e a contar abril.

Abril fica-nos bem, assim comecei este artigo e assim quero fechar para que continuemos sempre com abril na nossa vida e que os livros nos deem sempre as asas da liberdade de abril para voar.

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