O Sonho da Emigração Lusodescendente Académica
Emigrar – O Fado do Emigrante começou também a ser o da Lusodescendência. Não representam o estatuto de outrora da primeiro geração pós-guerra, que deixou um país ditatorial do Salazar, à procura de um melhor amanhã. Mas sim uma geração, que nasceu e cresceu no contexto multicultural com visões globais. Deixou de lutar, para apresentar um Plaidoyer diferente: serem reconhecidos como Lusodescendentes e Académicos

E o “Comboio da Esperança”, que deixava as caras dos passageiros tisnadas, quando ficavam muito tempo à janela, começou a ver novas gerações: a Lusodescendência. O “Cartão da Mala” transformou-se em Diplomas, Certificados, Exames de Estado, Mestrados e Doutoramentos, que requerem ser reconhecidos. A “Mala de Cartão” deixou de existir, mas o seu simbolismo ficou para sempre. Repleta de esperança, a fim de encontrar melhores condições de vida, leva a saudade do país, que, por falta de chances, obrigou consagrar a Recordação do Berço Natal. Ao mesmo tempo procura esconder, que os receios da viagem se transformem em ilusão. É a descrita ilusão que deu origem aos monumentos dedicados ao emigrante. Homenagens, que pretendem resguardar a História da Emigração. A verdade é que o “Livro do Emigrante” continua a apresentar mais páginas em branco do que escritas. A emigração Pós-II-Guerra-Mundial deixou suas pegadas no mundo. Desenvolveram um conceito entre saudade e integração. Poucos regressaram. Mais os que encontraram no país de acolhimento uma nova pátria. Foi no estrangeiro, que nasceu uma “Visionária Geração”: Lusodescendência, que vive uma vida quase desconhecida, apresenta um excecional fundamento de diversidade cultural e habilitações literárias, que junto de embaixadas, consulados e instituições não-governamentais, conseguiam ser um elo forte entre os países de origem e de acolhimento. No entanto, não conhece reconhecimento, apesar da transformação em emigração académica. Quase nem existem estatísticas. Gerações para quem a palavra “Saudade” deixou de estar ligada ao país dos avós e dos pais e passou para o estrangeiro, onde se descrevem como uma nova geração – muitas vezes sem dupla nacionalidade, mas com o passaporte do país, que outrora recebeu a primeira geração como “Desconhecidos”. Hoje existem laços familiares e de amizade. Resultado da aproximação entre diferentes idiomas, culturas, ideias etc. – Nasceu uma comunidade multicultural, que ofereceu novos mundos à emigração, que no país, que seus pais e avós dizem ser a sua pátria, não encontra aceitação, muito menos académica, apesar de acordos e da existente legislação, porque somente cede o direito à avaliação, mas não ao reconhecimento. Por conseguinte transformou-se em país de férias – um Portugal a distanciar-se cada vez mais longe da emigração. Não devia ser ao contrário?
Contemplar os monumentos dedicados aos emigrantes é procurar a escondida história das homenagens e esculturas. Os arquivos portugueses e estrangeiros apresentam um verdadeiro histórico “Tesouro sobre a Emigração e seus Descendentes”. Um Tesouro, que vale a pena descobrir e conquistar, para se aprender com o passado e construir um futuro melhor, independentemente de ser nacional ou emigrante / lusodescendente.
Emigrar
Uma viagem –
guarda mensagem.
A coragem decidiu emigrar.
A fé sonhou/a regressar.
Futuro desconhecido.
Pensar convencido.
Saudade –
Pensativa entre fronteiras.
Sonhos imaginaram roseiras.
Baú de madeira –
História mensageira.
Mala de Cartão –
História da Emigração.
Novas vidas procuraram –
Seu legado deixaram.
Fé, esperança e coragem –
Fundamento da viagem.
Terras longínquas enfrentaram –
Mal e bem conheceram.
Porém –
No país de acolhimento ficaram –
Novas gerações nasceram.
Do académico ao não-qualificado.
Para novo mundo guiado.
Sonhos a voar.
Muita História para contar.
Pegadas na vida deixar.
Baú e mala a recordar.
Poucos regressaram.
Para sempre emigraram.
Homenagens para relembrar
Monumentos a guardar.
Seus segredos um tesouro.
Do passado ao presente –
Como um miradouro.
Madeira ou cartão –
Emigrante –
Escreve tua recordação.
Jornalístico Crossover – Quem pretender “colecionar” mais “Literárias Rosas” para o “Ramo da Vida”, aceite o convite para conhecer as Rosas Mensageiras ou de Recordação no Jornal Noticias de Fátima: “Rosas para Nossa Senhora do Rosário”. Boa Viagem.



