Guardiões de Novos Mundos

Sonhos, Metas, Objetivos … representam os Metafóricos Faróis da Vida, que desejamos que sejam Guardiões das Biográficas Estradas a dirigirem o Caminhar – sempre com a Finalidade de se chegar a “Porto Seguro”. Entre Glória e Infortúnio contra a seduzida Voz da Desistência concentra-se a Poderosa União de Fé, Esperança e Coragem.

À beira Mar a passear.
Para o Horizonte olhar.
De repente –
Mas bem presente.
Uma suave voz ouvi.
Descobrir o Mistério decidi.
À minha volta olhei.
Porém – ninguém encontrei.
Não soava deste Mundo.
Para além do Pensar oriundo?
Estranho? –
Do Passado floresceu.
Um antigo barco me surpreendeu.
Com tristeza me cumprimentou.
Contar sua História desejou:

“Sou uma antiga Caravela –
Construída resistente como uma Cidadela.
Jamais esquecer –
Navegar no Mar é crer.
Encanta com sua Beleza.
Destrói com Rebelde Natureza
Seduz e é perigoso.
Meu Coração audacioso.
Perigos enfrentei.
Mas sempre –
A porto seguro cheguei.
O Mundo percorri.
Também Piratas conheci.
O Destino protegeu.
A Vida não se perdeu.
Era uma curiosa Caravela.
Sempre de Sentinela.
Preciosas Mercadorias.
Ouro, Prata e Especiarias.
Escravos contra minha Consciência.
À Humanidade –
Pertencia minha Reverência.
Também aos Navegadores,
Descobridores e Conquistadores.
Gama, Colombo e Magalhães.
Como admiro os corajosos Capitães.
Acontece –
Bandeira a voar.
Bússola a orientar.
Âncora preparada.
Alma ao Leme segurada.
De Dia o Sol a brilhar.
De Noite a Luz das Estrelas a guiar.
Perigo de Nuvens e Nevoeiro.
Jamais perdi o Roteiro.
Velas a voar.
Espírito da Liberdade a navegar.
Novos Mundos encontrar.
Caravela – Capitão do Mar.
Porém –
Meu Sonho não realizei.
Com a Saudade fiquei.
Porquê? –
Um dia aconteceu.
Uma Tempestade surpreendeu.
O Mar imperdoável.
A Noite insondável.
No meio do Desespero uma Luz.
Não era nossa Cruz.
Nossa Prece o Farol.
Segurou como um Anzol.
Vidas salvou.
Eu – a Caravela – destruída ficou.
Meu Companheiro Solitário.
Ao longo dos Séculos Solidário.
Outrora –
Sua Luz protegeu meu Coração.
Ao longo do Silêncio –
Salvou-me da Solidão:
Enigmáticos Faróis a recordar –
Guardiões da Vida para salvar.”

O Farol contemplei:
Com sua Melodia me encantei:

“Faróis de Portugal –
Contam sua História Naval.
Símbolos de Esperança.
Oferecem Confiança.
No meio da Escuridão.
Terra! – Divina Bênção.
A porto seguro chegar.
Vidas e Barcos conseguem salvar.
Ilhas ou Continental –
Brilham como a Estrela de Natal.
De Outrora ao Presente –
Ao Tempo resistente.
Novas Tecnologias receberam.
Como Fénix renasceram.
Novas Histórias contam.
Seus Segredos guardam.
Quem um Farol visitar –
Para Terra e Mar olhar:
No Silêncio ouve Prece da Vida rezar:
“Boa Viagem e bom Regresso!”
a desejar.
Para ninguém no Mar ficar.
É a Sina de cada Farol a brilhar.”

A Noite lentamente chegou.
O Farol a Caravela iluminou.
Um Dueto da História.
Contavam de Lágrimas e Glória.
Prometi no outro dia voltar –
Porque “Viver é recordar”.
Com Amizade se despediram.
“Sonhos viver”, desejaram.

No dia a seguir regressei.
A Caravela? – Não encontrei.
Olhei para o Farol.
Silêncio no Âmbar do Sol.

Uma Gaivota se aproximou.
À minha Curiosidade apelou.
Para o Horizonte voou.
Sino de Navio entoou.
Sonho ou Realidade.
Desejei Felicidade.

Como outrora orgulhosa.
Navegava formosa:
“Teu Sonho vai conquistar.
Nos Mares do Mundo Navegar.
A Luz do Farol tua Guardiã.
A Saudade teu Talismã.
Como um Quadro na Tela.
Boa Viagem, minha Caravela.”



Jornalístico Crossover – Quem pretender “colecionar” mais “Literárias Rosas” para o “Ramo da Vida”, aceite o convite para conhecer as Rosas Mensageiras ou de Recordação no Jornal Noticias de Fátima: “Rosas para Nossa Senhora do Rosário”. Boa Viagem

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