Na Escuridão do Desespero floriu um Cravo Encarnado

Na Vida existem Acontecimentos que analisados da Perspetiva de Atos Isolados passam da Memória para o Esquecimento. Porém – contemplados no contexto de uma Histórica Sequência contam as mais singulares e fascinantes Histórias da Humanidade. No presente Caso ofereceram a Portugal Novo Rumo e ao Mundo a História da Revolução dos Cravos Encarnados.

Na Noite de 24 para 25 de Abril de 1974 Portugal viveu o Auge de uma Sequência de Atos de Coragem, Reconhecimento e Esperança. Cada Ato por si não dá origem a ver o seu Valor, mas descrevendo Pérola após Pérola cria-se uma rara Peça de “Histórica Joalharia” – um Colar que conta a Revolução dos Cravos Encarnados.
Em Munique no famoso Museu Antiga Pinacoteca existem dois Quadros que chamam a Atenção de quem pretende integrar o dia 25 de Abril na Esfera do Pensar “Destino, Coincidência ou Poesia da História do Mundo”: “A Virgem do Cravo” – de Leonardo da Vinci e “A Madona do Cravo” – de Albrecht Dürer. “Filho de uma Rosa de um Cravo nascido” – Palavras da Canção Natalícia “Olhei para o céu”. A Rosa é a Flor de Nossa Senhora. O Cravo é um Enigma mais silencioso. No entanto é o Símbolo de Sofrimento de Jesus Cristo. Sofreu a Cruz para ao Mundo dar a Luz da Salvação. Coincidência ou Divina Decisão? – Quis a Vida ou o Destino que fosse a Flor da Revolução? O Sofrimento da Ditadura, a Resistência, a Esperança de um melhor Amanhã e por fim a Fé ou Convicção dos Heróis que na Noite de 24 para 25 de Abril arriscaram suas Vidas para salvar Portugal da Ditadura – um Leque de Facetas reunidas no Cravo. Não esquecendo todos que lutaram e construíram o Caminho até à decisiva Noite. Os Militares desconheciam o Final da “Operação Fim-Regime” – mas Fé, Esperança, Coragem e Saudade não os deixaram recuar. Sabendo que o 25 de Abril … possivelmente nem sempre seguiram o Pensamento até ao fim.

Como tudo começou? Difícil de analisar, porque a Ditadura conheceu muita Resistência. A 9 de Setembro de 1973, em Viana do Alentejo, Alcáçovas, reuniu-se um Grupo de 136 Oficiais. Foi no Monte do Sobral que nasceu o “Movimento dos Capitães”. Mais tarde batizado também com o Nome “Movimento das Forças Armadas” (MFA). Reunião Clandestina e de Alto Risco. Conspiração apresentada como Confraternização, que o Alentejo guardou como um valioso Tesouro da Liberdade. Liberdade – Palavra-Chave de quem lutou durante a Segunda Guerra Mundial. Na Coluna do célebre Capitão Salgueira Maia seguia também um Neto do Nobre Cônsul Aristides de Sousa Mendes. Quando a Coluna parou ao Sinal Vermelho, a Coragem, que outrora influenciou o Cônsul de Bordéus, decidiu pronunciar as seguintes Palavras, que ficaram para sempre na Memória: “… o jipe trava de repente e dou comigo parado num sinal vermelho do cruzamento da Cidade Universitária. …. Achei que era demais parar a Revolução ao sinal vermelho …”(Capitão Fernando José Salgueiro Maia). Diplomacia e Militares – uma Frente, que a Ditadura não conseguiu vencer. Não foi fácil. Na Noite de São Silvestre 1961/62 o País conheceu o Golpe na Pax Júlia, Beja. Falhou. – Mas uma Tocha com as Palavras do Capitão João Varela Gomes se acendeu: “Que outros triunfem, onde nós fomos vencidos.” Tocha, que anos mais tarde, seguiu para as Caldas da Rainha: 16 de Março de 1974. Infelizmente – mais uma vez – não conheceu Vitória. “… perdeu-se uma batalha, mas não se perdeu a Guerra.” (Jornalista Eugénio Alves). O pequenino Cravo que veio de Tavira para Lisboa, e sem saber, escreveu História Lusitana, modestamente porque um Restaurante não abriu e a “Florista da Revolução” não estava em Poder de um Cigarro, que um Soldado solicitou. Ofereceu um Cravo, que transformou Espingardas em Cravos Encarnados e deu o seu Nome não à Guerra, mas sim à Revolução. Talvez com a Bênção de Cristo Rei, que “protegeu” a Artilharia de Vendas Novas: Junto ao Monumento Nacional contra a Fragata Gago Coutinho. A Artilharia defendia a Ordem de Proteção da Coluna Militar, que se encontrava no Terreiro do Paço. Uma Coluna entre duas Senhas Musicais, “E depois do Adeus” / “Grândola Vila Morena” e Corações por trás dos Estores: “(…) não subi o estore, espreitei pelos buraquinhos para ver a avenida.” (Natércia Maia). Ansiedade e Esperança entrelaçadas por intermédio de Preces. No fim do dia Cravos a enfeitar Espingardas. Divina Flor que ficou como Símbolo do 25 de Abril e o Mundo “batizou” Portugal como País da Revolução dos Cravos. Uma Nova Era começou. Um Princípio que realçou a Saudade de construir novos Caminhos ou encontrar “Novos Mundos”.

Somente um pequeno cintilar de Destino, Coincidências e Poesia de História, que descreve como na Escuridão do Desespero de uma impiedosa Ditadura floriu um Cravo da Coragem, Fé e Esperança. Para sempre recordado na Memória da Humanidade.

Boa Viagem na Esfera dos Enigmas da História.



Jornalístico Crossover – Quem pretender “colecionar” mais “Literárias Rosas” para o “Ramo da Vida”, aceite o convite para conhecer as Rosas Mensageiras ou de Recordação no Jornal Noticias de Fátima: “Rosas para Nossa Senhora do Rosário”. Boa Viagem

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