Editorial maio

Caros Leitores,
Maio, mês de flores e de renovação, convida-nos a refletir sobre as múltiplas conexões que nos definem e nos impulsionam. Convidamo-lo a explorar as pontes que ligam o passado ao presente, o local ao global, e a descobrir como a nossa herança molda o nosso caminho.
A nossa Obra de Capa “Exercício 5 monalisante”, traz-nos a visão disruptiva de Manuel Casimiro. Esta reinvenção da tradição serve de mote para toda a revista: a arte como lugar onde o passado e o futuro se tocam. Abrimos com um tema que é, simultaneamente, universal e urgente: a proteção dos direitos humanos. Da esfera global passamos ao universo associativo, onde a presidente da AILD descreve uma visão clara: transformar os lusodescendentes numa rede estratégica para Portugal — cultural, económica e social. No espaço empresarial, destacamos a entrevista à JP – Contabilidade, empresa associada da AILD. Jéssica Pinho mostra como a contabilidade, quando feita com rigor e proximidade, torna-se uma ferramenta de crescimento e não apenas uma obrigação fiscal. A Grande Entrevista deste mês leva-nos ao centro da política económica nacional. Gonçalo Regalado, Presidente da Comissão Executiva do Banco Português de Fomento, descreve um banco em transformação acelerada — mais ágil, mais próximo das empresas e com ambição de mobilizar 30 mil milhões de euros até 2028. Uma conversa que revela visão estratégica, sentido de missão e impacto real no tecido empresarial. Esta visão de futuro complementa-se com a celebração dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas. A nossa jornada pela história leva-nos às fascinantes Passagens de Bento de Góis e o Reino do Cataio, onde Joaquim Magalhães de Castro nos transporta para uma aventura de descoberta e exploração, revelando a persistência portuguesa em desvendar o mundo. Esta busca por novas fronteiras encontra eco na arte e cultura, com Terry Costa, Diretor Artístico da MiratecArts, mostra como a criatividade pode unir geografias e identidades. Analisamos os desafios da transição energética e o preço da energia. Para os mais novos, o Luso-Criança recorda que “Abril fica-nos bem”, incentivando a descoberta dos valores da liberdade. António Manuel Monteiro transporta-nos para o ritual do “chorincar do porco” e exploramos a nutrição como o pilar invisível da preservação do bem-estar e da longevidade, esta última esquecida pela economia portuguesa. Trazemos o testemunho da nova emigração qualificada, na primeira pessoa da economista Ana Rita Santos. Deixamo-nos guiar “Pela Lente” do premiado fotógrafo Edgar Martins, e porque a identidade também se expressa através da música, Isalita Pereira desvenda o Fado – Alma da Identidade Portuguesa, um género que transcende fronteiras e emociona gerações. Viajamos pela evolução da nossa língua com Marco Neves, que nos explica que língua falava, afinal, D. Afonso Henriques e fechamos com o alerta para a importância de uma gestão fiscal proativa, para evitar graves problemas a montante. Esta edição de maio é, acima de tudo, um convite a celebrar o que nos une e o que nos faz crescer. Boas leituras.



