Farol da Boa Nova

Quando a noite veste Leça da Palmeira
com um manto de estrelas e silêncio profundo,
ergue-se o Farol da Boa Nova,
como um coração de luz voltado para o mundo.
O seu fio dourado atravessa o oceano sem fim,
beijando as ondas numa viagem sem demora,
e eu imagino-o como um poeta de pedra e luar
que escreve versos de claridade pela noite fora.
Sentinela de brancura entre o infinito líquido e o céu suspenso,
farol soberano, onde a brisa errante descobre o rumo da luz;
guardião eterno dos navegantes,
estrela de esperança nas noites do mar,
presença tão majestosa que a própria escuridão se curva,
guardando, sobre o mar e o tempo, a eterna arte de manter a luz acesa.



