Lisboa, Rainha Menina
Capital de Portugal conta seu Fado
Lisboa – será sempre Menina, porque não casou com Paris. O Tejo abraça a capital de Portugal como se fosse o Xaile Preto da Saudade, enquanto São Jorge, situado na mais alta das 7 colinas da cidade, protege a sua Rainha. Santo António, Padroeiro de Lisboa, também é o Santo Casamenteiro. Porém, Menina para sempre, porque ama seu Fado, que começou a ser escrito longo tempo atrás nas muitas páginas do Livro da História. Silêncio – ao som da Guitarra Portuguesa, canta-se o Fado de Lisboa.

Donzela, que não casou com Paris
Lisboa, Rainha Menina.
São Jorge na mais alta colina.
O Tejo a abraçar.
O Fado tua história a contar.
Com xaile traçado a recordar.
Guitarra toca a chorar e a encantar.
D. Afonso Henriques –
Aos mouros te conquistou.
D. Afonso III –
De Coimbra para Lisboa decidiu.
1255 – Sua corte transferiu.
Como Capital coroada.
Para teu destino estavas guardada.
Caravelas a navegar.
Novas visões para recordar.
O Grande Terramoto sofreste.
Mas Inferno sobreviveste.
Das cinzas renasceste.
Com novo esplendor apareceste.
Porém – Guerra e Revoluções.
Vitórias e deceções.
Reinado após reinado –
O Regicídio malfadado.
Da República para a Ditadura.
Dias escuros com a censura.
Um dia uma Coluna Militar chegou.
Com um Cravo – nova era começou.
Conheceste a “Mala de cartão”.
Voltar e regressar da emigração.
O tempo acompanhaste.
Muito caminho andaste.
Uma pérola da Europa.
Dama e cachopa.
Lisboa – Rainha de Portugal.
Recebeste a coroa como capital.
Louvada Dama de beleza.
Ornamentada com joias de realeza.
No espelho do Tejo te vês.
O que no livro da História lês.
São Jorge teu Cavaleiro.
Santo António, teu Padroeiro.
A Santa Sé humilde a rezar.
Para Deus te guardar.
Viver e recordação.
São Bento e Belém – tua proteção.
No Fado cantas da saudade.
Que sentes ao procurar a felicidade.
As lágrimas do emigrante a chorar.
Com coragem diz: “Hei de voltar.”
Antiga cidade.
Sempre nova – sem idade.
O sol o esplendor ilumina.
A lua conhece a tua sina.
Quem tua alma deseja conhecer.
Reconhece – enigmático o teu Ser.
Rico e pobre conheces.
A todos o “Bem-vindo!” ofereces.
Nas festas danças com alegria.
Teu xaile – conforto na noite fria.
Solteirinha ficaste –
Porque com o teu Fado casaste.
Muita História para contar.
Segredos a resguardar.
És uma Donzela misteriosa.
Com sombras – mas gloriosa.
No Mundo és reconhecida.
No sempre jamais esquecida.
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