Editorial abril

Caros Leitores,

Abril traz sempre consigo a ideia de renascimento. É o mês em que a luz se alonga, em que o país se reencontra com a liberdade e reafirma a sua ligação profunda às raízes. Nesta edição, celebramos essa energia de renovação que atravessa territórios, gerações e formas de expressão. A intervenção artística da Obra de Capa, desafia-nos a olhar a tradição com olhos novos. A reinvenção de um ícone universal recorda-nos que a arte é, muitas vezes, o lugar onde o passado e o futuro se tocam. Refletimos sobre a importância da transparência, rigor e participação, como alicerces fundamentais de uma associação que quer crescer com solidez e visão. Aprofundamos a ideia de que a diáspora é um ativo estratégico para o desenvolvimento dos territórios. A ligação emocional às origens pode transformar-se em investimento, inovação e novas oportunidades. Vem aí o “Portugal Nação Global”. Se procura uma solução para a gestão dos seus seguros, vai encontrá-la nesta edição: Chama-se Winsurance, e conta já com uns respeitosos 50 anos de experiência. A Grande Entrevista deste mês revela o percurso, a visão e a determinação de quem acredita na força dos lusodescendentes e na necessidade de lhes dar espaço, reconhecimento e impacto real no mundo: Gilda Pereira, recentemente eleita Presidente da Direção. A não perder! Analisamos uma infraestrutura estratégica que Portugal ainda não tratou como tal, — o EPE — num apelo à responsabilidade coletiva e ao planeamento de longo prazo. Joaquim Magalhães de Castro, leva-nos a um episódio pouco conhecido da nossa história, quando o Bangladesh “era português”, lembrando-nos que o mundo guarda marcas inesperadas da presença lusa. Paula Berteotti, artista plástica, cresceu entre duas geografias culturais que moldaram profundamente o seu olhar e a sua sensibilidade artística. Está em andamento a reabertura da mina da Borralha. Será o fim do Parque Nacional da Peneda-Gerês? Sarah Luz presenteia-nos com poesia que lembra raízes e futuro — crescer é aceitar o inacabado como parte da própria beleza. Revisitamos o universo dos folares, símbolos de partilha e de mesa farta, que fazem de abril um mês de sabores, rituais e memórias. O cérebro infantil encontra caminhos inesperados para crescer, mesmo perante limitações visuais. Estimular todos os sentidos é essencial para que a visão, mesmo reduzida, tenha espaço para florescer. A diáspora deixou de ser apenas memória para se tornar força ativa no desenvolvimento do país. Com estratégia e visão, este capital humano e afetivo pode transformar-se em investimento real para Portugal. O retrato de Andreia Oliveira, exemplifica a nova emigração qualificada, ponte entre ciência e país. Deslumbremo-nos com o talento de Ricardo Alves e o belo na arquitetura. Imperdível. Revivemos o 25 de Abril através do olhar íntimo de quem espreita “por trás dos estores”, entre o medo e a esperança. Descubra qual é a origem da palavra água, e conheça o regime do Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação. Porque abril é também tempo de Páscoa, deixamos um desejo de reencontro: que este período inspire união familiar, serenidade e paz — valores que atravessam fronteiras e que unem, de forma silenciosa, mas profunda, todos os lusodescendentes espalhados pelo mundo.

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