Fórum Portugal Nação Global
1.ª Edição | 29–30 de abril de 2026

Enquadramento e Conceito
O Fórum Portugal Nação Global é uma iniciativa promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Gabinete da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em parceria com a Fundação AEP. A 1.ª edição realizou-se nos dias 29 e 30 de abril de 2026, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.
A iniciativa assume-se como uma plataforma intergovernamental e económica de carácter permanente, com articulação multinível entre o Governo da República, os Governos das Regiões Autónomas, as Áreas Metropolitanas, as Comunidades Intermunicipais e os Municípios. Conta com o Banco Português de Fomento como parceiro estratégico e tem a AICEP integrada na sua Comissão Executiva.
O mote do evento foi: “Conhecer, Conectar, Capacitar”.
O nome “Portugal Nação Global” fundamenta-se na ideia de que Portugal não se limita aos seus 92.000 km² e 10,5 milhões de habitantes no continente europeu, mas abrange uma extensa rede de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo — estimados em 5 milhões de emigrantes e até 20 a 23 milhões de lusodescendentes que mantêm sentimento de pertença ao país.



Participação e Dimensão
O evento superou as expectativas iniciais, registando:
- 803 participantes credenciados + aproximadamente 200 não credenciados
- 189 empresas da diáspora, provenientes de cinco continentes e 43 países
- 200 empresas nacionais (254 no total de registos)
- 266 representantes de instituições públicas e associativas
- 200 reuniões de negócios realizadas, envolvendo mais de 400 pessoas inscritas
- Participação de cerca de 12 câmaras de comércio e mais de 20 entidades supra municipais
- 98 empresas nacionais a procurar investimento externo; 99 empresas da diáspora com intenção declarada de investir em Portugal
A organização optou deliberadamente por não financiar as viagens e estadias das empresas da diáspora, o que o Secretário de Estado interpretou como sinal de comprometimento genuíno: os participantes suportaram os custos próprios, reforçando a seriedade das suas intenções de negócio.
Estrutura do Programa
DIA 1 — Quarta-feira, 29 de abril de 2026
Sessão de Abertura (09h00–11h00)
A sessão de abertura decorreu no Grande Auditório do CCB e integrou:
- Momento cultural de boas-vindas
- Apresentação do conceito “Portugal Nação Global”
- Intervenções institucionais de:
- Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
- Luís Miguel Ribeiro, Presidente da Fundação AEP
- Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento
- Luís Montenegro, Primeiro-Ministro de Portugal
Emídio Sousa abriu o tom do encontro sublinhando que os presentes não estavam ali como meros espetadores: “As pessoas inscreveram-se, mas não vieram cá para assistir. As pessoas inscreveram-se e vieram cá para participar.”
Luís Montenegro deu o tom político e económico do fórum, reforçando que Portugal pretende mobilizar a diáspora como parceiro estratégico, não apenas como referência identitária: “Nós queremos que todos aqueles que vieram ao Fórum ‘Portugal Nação Global’ e, através deles, aqueles que se encontram espalhados pelo mundo, que são portugueses, possam olhar para Portugal, possam investir em Portugal, possam ser agentes ativos de parcerias, de investimentos em Portugal ou investimentos portugueses espalhados pelo mundo.”
O Primeiro-Ministro destacou ainda o desempenho macroeconómico do país: “Se tudo correr dentro daquilo que está previsto, em 2026, e apesar de todas as incertezas, todas as adversidades, será mais um ano onde Portugal crescerá mais do que a média da União Europeia.”
Montenegro chamou também a atenção para a competitividade energética: “Neste momento, já somos, na Europa, um país que apresenta os custos de energia mais baixos. Devo destacar este ponto porque, há alguns anos, este era um fator em desfavor da nossa competitividade. Portugal é hoje altamente competitivo do ponto de vista energético.”
O Primeiro-Ministro caracterizou os portugueses espalhados por 178 países como “embaixadores não apenas da nossa cultura, das nossas tradições, mas embaixadores da nossa vontade empreendedora, da nossa capacidade de transformação, da nossa capacidade de estarmos na vanguarda dos projetos que alimentam o desenvolvimento humano e o desenvolvimento cultural”.
Sessão Plenária — “Casos de Sucesso da Diáspora”
Um dos momentos mais simbólicos do primeiro dia foi o painel de testemunhos de empresários portugueses com projeção global. Foram apresentados três casos:
- Jorge Viegas — Presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sediada na Suíça
- António Pargana — Presidente da Cisa Trading e fundador da Fundação António Pargana, sediado no Brasil
- Luísa Buinhas — Cofundadora e Chief Program Officer da Vyoma GmbH, sediada na Alemanha
António Pargana, radicado no Brasil desde 1976 com percurso em comércio externo, energia e infraestruturas portuárias, apresentou o trabalho da sua Fundação para aproximar as novas gerações de lusodescendentes a Portugal: “Eu tenho visto, ao longo da minha vida, um gradual afastamento, por razões naturais, dos filhos e netos dos portugueses que foram para o Brasil, que eles não sabem o que é o Portugal de hoje.”
Pargana referiu ainda o enorme potencial que representa a diáspora jovem: “Nós estimamos que há mais de 10 milhões de lusodescendentes entre os 20 e os 35 anos, espalhados pelo mundo”, acrescentando que no Brasil deverão existir “uns cinco milhões”. Citou também números da atratividade de Portugal: 140 mil estudantes estrangeiros frequentam escolas e universidades no país, incluindo 40 mil lusodescendentes.
A Fundação António Pargana desenvolve programas académicos em parceria com a Universidade de Évora, a Universidade de Tecnologia do Porto e a Universidade Católica Portuguesa, que incluem história, geografia, funcionamento das instituições e eventualmente estágios: “São programas nos quais se vai mostrar história, geografia, funcionamento das instituições políticas e governamentais de Portugal, as suas empresas e também, eventualmente, até estágios.”
Sobre o Fórum em si, Pargana reconheceu o seu valor estratégico: “Acho que este ‘Portugal Nação Global’ é muito bom no sentido de dizer: ‘olha, há um trabalho a ser feito, querem-se associar a isso?’ Então esse é o objetivo.”
Sessões Paralelas da Manhã
Em paralelo com a plenária principal, decorreram no primeiro dia várias sessões temáticas simultâneas:
Parques Empresariais e Ecossistemas de Inovação Sessão orientada para a apresentação das condições oferecidas por parques industriais e tecnológicos portugueses a investidores da diáspora. Entidades como o Taguspark e o IAPMEI tiveram papel de destaque, bem como o Grupo Amorim, num esforço de aproximação entre o tecido empresarial nacional e as redes internacionais de portugueses.
Diplomacia Económica Municipal — Estratégias de Atração de Investimento Sessão dedicada ao papel das autarquias locais como agentes ativos de captação de investimento e talento. Múltiplos municípios realizaram microapresentações institucionais (formato pitch) para se posicionarem como destinos de investimento junto dos empresários da diáspora.
Mapa de Oportunidades em Portugal e no Mundo Sessão realizada no Grande Auditório, orientada para a identificação de setores estratégicos de crescimento e geografias prioritárias para o investimento, reunindo líderes institucionais e empresariais.
Sessões Paralelas da Tarde (Dia 1)
Lusofonia como Acelerador da Internacionalização Um dos painéis mais debatidos do fórum. A investigadora madeirense Isabel Gouveia, doutoranda em Estudos Globais pela Universidade Aberta, destacou o impacto desta sessão: “A análise da diáspora lusófona contribuiu de forma significativa para a compreensão das diversas formas da globalização.” A sessão sublinhou que a língua portuguesa constitui um veículo de memória e identidade que permite a circulação de ideias, bens culturais e práticas sociais nas dinâmicas contemporâneas.
Diáspora Científica — A “Nova Vaga Portuguesa” Painel dedicado ao contributo de investigadores e académicos portugueses em centros internacionais de excelência. O painel reforçou que “a diáspora científica não deve ser vista como um recurso, mas como um ativo estratégico e parceiro”, com cientistas portugueses a desejar contribuir para o país de forma estruturada e continuada. Foi referida a organização pan-europeia Native Scientists como exemplo de articulação da diáspora científica.
Preparação das Empresas para Investimento Externo e Estratégias de Expansão Global Sessões práticas orientada para as empresas nacionais que pretendem internacionalizar, abordando estratégias de expansão, gestão de risco e competitividade global.
Sessões de Pitch — Apresentação de Territórios a Investidores Blocos de apresentações rápidas onde municípios e regiões portuguesas apresentaram diretamente projetos e oportunidades a investidores e empresários da diáspora. As entidades supramunicipais e as câmaras de comércio tiveram também stands de exposição nas salas de receção do CCB.
Demonstrações Tecnológicas O espaço do fórum acolheu demonstrações tecnológicas inovadoras, nomeadamente a presença de robôs autónomos da Elything e da Elypharma — equipamentos de limpeza, logística e interação pública. Fernando Couto, responsável pelo desenvolvimento de negócio internacional das duas empresas, explicou o propósito: “O objetivo da nossa participação no fórum era conseguir demonstrar fisicamente aos empresários presentes que a robótica pode estar mais presente de uma forma mais simples e mais fácil e desmistificando aqui aquilo que existe um bocadinho no mercado, que é a robótica vir retirar valências às pessoas; não, é um complemento de pessoas.”
DIA 2 — Quinta-feira, 30 de abril de 2026
Sessão Plenária de Abertura — “Comunidades, Economia e Territórios”
O segundo dia abriu com uma sessão plenária de forte dimensão política e institucional, com a participação de:
- Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
- João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia
- Silvério Regalado, Secretário de Estado das Autarquias Locais e Ordenamento do Território
Esta sessão centrou-se na articulação entre as comunidades portuguesas no estrangeiro, o desenvolvimento económico nacional e a valorização territorial. Explorou o papel dos territórios — regiões, municípios e comunidades intermunicipais — como parceiros estratégicos na captação de investimento da diáspora, e a coerência necessária entre as políticas nacionais e a realidade das comunidades no exterior.



Reuniões Empresariais B2B
O segundo dia foi fortemente orientado para a componente operacional: reuniões bilaterais diretas entre empresas nacionais, investidores da diáspora e representantes de municípios e entidades públicas. No total, realizaram-se 200 reuniões de negócios, envolvendo mais de 400 participantes inscritos — um resultado que ficou acima dos 415 encontros bilaterais confirmados na fase de pré-registo.
Sessão Temática — “Desburocratização, Regulamentação e Acordos Comerciais Internacionais”
Este painel abordou os desafios estruturais ao investimento: processos administrativos ainda complexos, enquadramento regulatório e o potencial dos grandes acordos comerciais internacionais (como o CETA ou o acordo UE-Mercosul) como alavancas de competitividade para os investidores da diáspora. O debate revelou consenso sobre a necessidade de simplificação burocrática como condição de atratividade.
Sessão Temática — “Medidas de Apoio ao Investimento e Instrumentos Financeiros”
Sessão no Grande Auditório com participação de responsáveis de entidades públicas e financeiras, incluindo:
- Compete 2030 (fundos europeus de competitividade)
- Banco Português de Fomento
- Camões, I.P.
- Representação portuguesa no programa Global Gateway (investimento da UE nos países parceiros)
A sessão apresentou o universo de apoios disponíveis para empresas da diáspora que pretendam investir em Portugal ou para empresas nacionais que procurem parceiros externos.
Sessão Plenária Final — “2026 e Além: Oportunidades para Portugal Global”
Um dos momentos mais aguardados do segundo dia, reunindo figuras de destaque do setor empresarial e institucional para uma reflexão prospetiva sobre o posicionamento estratégico de Portugal no contexto internacional. Participaram:
- António Horta-Osório — gestor de referência internacional
- António Calçada de Sá — Conselho da Diáspora Portuguesa
- Paulo Rangel — Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
A sessão centrou-se nas estratégias de posicionamento de Portugal como hub de investimento, na valorização da marca-país e no papel da diáspora na captação de capital e na criação de redes de influência global.
Sessão de Encerramento
O encerramento formal decorreu no Grande Auditório do CCB e integrou:
- Atuação de guitarra portuguesa por Mafalda Lemos — momento cultural que abriu a cerimónia
- Luís Miguel Ribeiro (Presidente da Fundação AEP) — com mensagem de confiança: “somos capazes de fazer mais e de fazer melhor”
- Emídio Sousa (Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas) — apresentação dos resultados e anúncio de continuidade
- Paulo Rangel (Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros) — encerramento político
Emídio Sousa apresentou os números finais e anunciou a continuidade da plataforma: “Este é o primeiro passo” e “a plataforma vai ser permanente, não vai terminar aqui, vai continuar”, acrescentando que “o jogo só agora é que está a começar”. Sobre o impacto do evento: “Estamos a marcar um momento na nossa história em que nos vamos relacionar de uma maneira completamente diferente.”
Paulo Rangel aprofundou o significado do conceito central do fórum: “Quando nós usamos a dimensão global, estamos a dizer que é um Portugal a 360 graus”, integrando não só a presença física no mundo, mas também “a dimensão digital” que molda cada vez mais a relação entre Portugal e a sua diáspora. Defendeu uma relação económica assente na complementaridade entre Portugal e os portugueses no estrangeiro.
Plataforma Digital — Rede Global da Diáspora
Em paralelo com o evento presencial, foi apresentada e ativada a plataforma digital “Portugal nação Global”. A plataforma permite:
- Registo de perfis empresariais
- Identificação de oportunidades de investimento
- Agendamento de reuniões B2B
- Acompanhamento de projetos ao longo do ano
Esta ferramenta garante continuidade às relações iniciadas no evento presencial, transformando o fórum num ponto de partida e não num evento isolado.
Participação Territorial — Municípios e Regiões
A dimensão territorial foi um eixo estruturante do fórum. Entre as entidades territoriais presentes:
- CIM do Alto Minho, representada pelo presidente António Barbosa, que destacou a participação como “uma oportunidade para reforçar a ligação do território a redes de investimento, conhecimento e inovação, bem como para aprofundar pontes com a diáspora, afirmando um Alto Minho mais aberto, competitivo e atrativo.”
- Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB), representada pela presidente Ana Correia, que descreveu o evento como um “espaço estratégico de ligação entre empresas, universidades e diáspora” e defendeu que futuras edições do fórum possam ser acolhidas na região Centro, que abrange mais de uma centena de municípios.
- Associação Nacional dos Municípios Portugueses e dezenas de autarquias locais que realizaram apresentações em formato pitch no palco principal e mantiveram stands de exposição.
Parceiros e Entidades Envolvidas
Promotores: Ministério dos Negócios Estrangeiros / Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas + Fundação AEP
Parceiro Estratégico: Banco Português de Fomento
Comissão Executiva: AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal
Outras entidades presentes: Taguspark, IAPMEI, Grupo Amorim, Compete 2030, Camões I.P., AILD – Associação Internacional dos Lusodescendentes, Conselho da Diáspora Portuguesa, Fundação António Pargana, Federação Internacional de Motociclismo, Vyoma GmbH, Elything, Elypharma, Câmaras de Comércio (nacionais e internacionais), múltiplos municípios e CIM.
Moderação: Jornalistas da RTP — Rádio Televisão Portuguesa (maioritariamente do serviço público).
Resumo de Apreciação do Evento
Pontos Fortes
O Fórum Portugal Nação Global afirmou-se, na sua 1.ª edição, como um evento de referência na agenda das comunidades portuguesas e da política de internacionalização económica. O seu sucesso pode ser medido em várias dimensões:
Dimensão quantitativa: Os números superaram as expectativas — mais de mil pessoas presentes (credenciadas e não credenciadas), 189 empresas da diáspora de 43 países, 200 reuniões de negócios concretas. A ausência de financiamento estatal às deslocações das empresas da diáspora funcionou como filtro de qualidade, garantindo que os participantes vieram com intenção real de negócio.
Dimensão política: O Fórum teve um comprometimento político de alto nível — abertura pelo Primeiro-Ministro, encerramento pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, participação de três Secretários de Estado. Este envolvimento confere legitimidade e sinaliza à diáspora que a iniciativa tem respaldo governamental sólido.
Dimensão programática: O equilíbrio entre sessões estratégicas (reflexão sobre o papel da diáspora) e sessões operacionais (reuniões B2B, instrumentos financeiros, territórios) foi um dos aspetos mais elogiados. O fórum não se limitou a discursos — produziu contactos empresariais concretos.
Dimensão simbólica: A afirmação do conceito “Portugal Nação Global” como narrativa agregadora foi amplamente bem recebida, mesmo por quem inicialmente questionou o nome. Paulo Rangel sintetizou-o bem ao falar de um “Portugal a 360 graus”.
Dimensão territorial: A inclusão ativa de municípios, regiões e comunidades intermunicipais como atores do fórum — e não apenas como convidados — é um sinal de descentralização real da política de captação de investimento.
Aspetos a Desenvolver
Apesar do balanço globalmente positivo, foram sinalizadas algumas áreas de melhoria:
- A burocracia continua a ser apontada como obstáculo ao investimento. A sessão de desburocratização revelou consenso sobre o problema, mas não produziu compromisos concretos imediatos.
- A diáspora científica sentiu a necessidade de uma relação mais estruturada com Portugal — os cientistas querem contribuir de forma continuada, não apenas pontual, o que requer políticas de longo prazo.
- A plataforma digital foi lançada, mas a sua adoção e sustentabilidade ao longo do ano será o verdadeiro teste da ambição de continuidade.
- A questão dos lusodescendentes de segunda e terceira geração — estimados em dezenas de milhões — foi reconhecida como uma oportunidade estratégica ainda por explorar sistematicamente, com António Pargana a defender investimento estruturado em programas educativos e culturais.
Conclusão
O 1.º Fórum Portugal Nação Global foi, acima de tudo, um ato fundador. A sua importância não reside apenas nos resultados imediatos — as 200 reuniões de negócio, os contactos estabelecidos, os projetos esboçados — mas na mudança de paradigma que propõe: a diáspora deixa de ser uma referência nostálgica e passa a ser um parceiro económico estratégico e ativo de Portugal. O compromisso de continuidade — anunciado pelo Secretário de Estado e reforçado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros — é a condição necessária para que esta ambição se materialize. A segunda edição, já aguardada com expectativa, será o verdadeiro teste da capacidade de consolidar o que foi iniciado em abril de 2026.






















