Jonathan Afonso

O Arquiteto de Paisagens Sonoras e Mundos Interiores.
Natural da Ilha Terceira, nos Açores, Jonathan Afonso é muito mais do que um guitarrista; é um explorador de texturas e um arquiteto de atmosferas. Autodidata por convicção, o músico e compositor encontrou na guitarra — tanto na pureza da acústica como nas infinitas camadas da elétrica — uma linguagem pura para traduzir o que as palavras, por vezes, não alcançam. O seu trabalho, que flui entre a música eletrónica ambiental e a composição instrumental introspectiva, é um convite à pausa e à meditação. Com projetos como “Soul’s Daydream” e apresentações que evocam ressonâncias profundas, Jonathan tem-se afirmado como uma das vozes mais singulares da nova música instrumental portuguesa. Nesta entrevista, mergulhamos no universo criativo de um artista que faz da insularidade um ponto de partida para o infinito, explorando as raízes, os desafios da independência e a busca incessante pela nota que define o silêncio.
Encara a música como uma linguagem pura e uma forma de meditação. Sendo um músico autodidata, de que forma é que esta liberdade de aprendizagem moldou a sua sonoridade e a ausência de barreiras estilísticas nas suas composições?
A música surgiu na minha vida como uma necessidade profunda de expressão e de catarse. Apesar de ter começado a aprender guitarra relativamente tarde, aos 21 anos, foi o músico John Butler quem me inspirou a pegar no instrumento, através do seu magnífico instrumental “Ocean”. Tal como o título sugere, o que mais me fascinou nessa obra foi a sensação de imensidão e as infinitas possibilidades de liberdade criativa que ela transmite.
Ao longo do meu percurso, passei também por uma fase de exploração da guitarra elétrica, influenciado por artistas como Jimi Hendrix, Eddie Van Halen e pelos Pink Floyd, que continuam a ser a minha banda favorita. No entanto, acabei por regressar à guitarra clássica, onde descobri Paco de Lucía e fui introduzido à extraordinária riqueza sonora do flamenco.
Mais tarde, encontrei aquele que viria a ser o artista com quem mais me identifiquei e que mais me influenciou: Estás Tonné. A sua música teve um impacto transformador na minha vida e, de certa forma, ajudou-me a atravessar momentos importantes. Nunca tinha ouvido algo semelhante. A sua capacidade de improvisação, de traduzir diretamente em som aquilo que surge na mente ou reflete o estado de espírito do momento, impressionou-me profundamente.
Sendo autodidata e sem formação musical, mantive sempre um intenso desejo de aprender e explorar. Esse fogo de curiosidade nunca se apagou. Continuo a procurar novas sonoridades e formas de expressar emoções através da música. Esse processo acaba por refletir-se nos meus instrumentais, onde procuro criar uma verdadeira simbiose com a guitarra, transformando sentimentos e experiências em som.



Sendo natural da Ilha Terceira, nos Açores, de que maneira é que a vivência da insularidade e a paisagem açoriana se refletem na atmosfera imersiva e ambiental das suas obras?
Sou natural do Canadá, tendo nascido em Gatineau (Québec), durante o período em que os meus pais emigraram para lá. No entanto, quando eu tinha apenas dois anos, decidiram regressar à ilha Terceira. E foi aqui que cresci e fiz praticamente todo o meu percurso de vida, com exceção dos anos em que vivi nas Caldas da Rainha, a partir de 2014, para frequentar a licenciatura em Design Gráfico e Multimédia na ESAD.
Sem dúvida que a vivência insular teve uma forte influência na minha identidade artística. Por um lado, alimentou a minha imaginação e despertou uma grande curiosidade pelo mundo; por outro, criou em mim uma vontade constante de olhar para além do horizonte. Crescer nos Açores foi um privilégio enorme, e sou profundamente grato por ter vivido num lugar de beleza tão singular. Ainda assim, sempre senti a necessidade de explorar novas culturas, sonoridades e formas de expressão.
Além dos artistas que mencionei anteriormente, mergulhei também na música oriental, através de nomes como Ravi Shankar, bem como na música progressiva e noutras correntes musicais menos convencionais. Essas influências ajudaram-me a expandir a minha visão criativa e a procurar diferentes formas de comunicar emoções através da música.
A paisagem açoriana continua a ser uma das minhas maiores fontes de inspiração. Muitos dos locais que considero refúgios pessoais têm sido retratados nos meus vídeos promocionais, não apenas pela sua beleza natural, mas também pela ligação emocional que mantenho com eles. São espaços que refletem tranquilidade, contemplação e liberdade. Elementos que procuro igualmente transmitir na minha música.
Como acontece com muitos artistas, independentemente da sua área de expressão, existe sempre o desejo de partilhar a nossa visão com um público mais vasto. Gostaria de expandir o meu projeto musical para além das fronteiras dos Açores (e de Portugal), levar a minha música a diferentes partes do mundo e, sobretudo, conhecer e colaborar com pessoas de outras culturas. Acredito que é precisamente nesse encontro entre diferentes experiências e sensibilidades que surgem algumas das criações mais autênticas e enriquecedoras.
Um dos momentos que melhor refletiu essa partilha cultural aconteceu através do projeto “Comunhão”, após a apresentação da revista Atlântida (Instituto Açoriano da Cultura), no Teatro Angrense. Nessa ocasião, tive a oportunidade de atuar ao lado de Hamed Sadeghi, músico iraniano-australiano e intérprete de “tar persa”, num diálogo musical entre esse instrumento tradicional do Médio Oriente e a Viola da Terra da ilha Terceira. Foi uma experiência particularmente marcante, não só pela riqueza sonora resultante do encontro entre duas culturas distintas, mas também pela forma como a música demonstrou a sua capacidade universal de criar pontes entre pessoas, geografias e tradições. Esse momento reforçou a minha convicção de que a arte tem o poder de unir mundos aparentemente distantes e de gerar algo novo através da colaboração e da partilha com a Viola da Terra da Terceira.

O seu trabalho transita entre a guitarra clássica e a elétrica, explorando técnicas como o phase shifting e o improviso. Como é que gere este diálogo entre a pureza do acústico e as possibilidades infinitas da eletrónica?
Atualmente, já não exploro a guitarra elétrica de forma significativa. O meu foco está sobretudo na guitarra clássica semiacústica, que me permite manter a sonoridade orgânica de um instrumento clássico, e também explorar as possibilidades de amplificação e processamento sonoro quando necessário.
O meu projeto é inteiramente instrumental e a solo. Mesmo que tivesse uma boa voz para cantar (algo que não considero ser o caso) não é uma forma de expressão com a qual me identifique particularmente. Sempre senti que a guitarra era a minha verdadeira voz e que conseguia comunicar através dela aquilo que muitas vezes não conseguiria transmitir por palavras.
Ao longo dos anos, procurei aperfeiçoar a minha própria linguagem musical, desenvolvendo sobretudo a técnica de dedilhado. Esse processo permitiu-me criar arranjos mais completos e preencher o espaço sonoro com diferentes melodias, harmonias e texturas em simultâneo, recorrendo apenas a um único instrumento.
Muitas pessoas perguntam-me se as gravações são feitas em várias pistas separadas ou com diferentes guitarras sobrepostas. Na realidade, a maior parte do que ouvem é executado numa única guitarra. Esse tipo de reação é especialmente gratificante, porque demonstra que as pessoas ficam surpreendidas com a riqueza sonora que pode ser alcançada através de um só instrumento.
Fui também experimentando diversos pedais de efeitos ao longo dos anos. Embora a guitarra continue a ser o elemento central da minha música, esses recursos permitiram-me acrescentar novas camadas sonoras, criar diferentes ambientes e expandir ainda mais as possibilidades expressivas do meu universo musical.
O seu projeto “Fire Within” é descrito como um convite a mundos interiores. Qual foi o ponto de partida emocional para este trabalho e o que espera que o ouvinte encontre ao mergulhar nestas sonoridades?
“Fire Within” (Fogo Interior) é um projeto musical que surge como um desabafo da alma, trazendo à superfície experiências de vida, aprendizagens e a constante jornada de autodescoberta. Através de melodias profundas e introspetivas, procuro criar espaços de contemplação que convidem o ouvinte a conectar-se consigo próprio e com as suas emoções mais genuínas.
O fogo, utilizado como metáfora central do projeto, reflete o dualismo inerente a este elemento: uma força capaz de criar, transformar e alimentar a vida, mas que, quando reprimida ou mal direcionada, pode tornar-se um agente de destruição interna. É precisamente nessa dualidade que encontro uma das principais fontes de inspiração para a minha música.
O “fogo interior” simboliza tanto a nossa capacidade criativa como o nosso potencial destrutivo. Quando nutrido de forma consciente, tem o poder de iluminar caminhos, despertar novas possibilidades e impulsionar o crescimento pessoal. Porém, quando ignorado ou sufocado, pode gerar sofrimento, conflito interior e afastar-nos da nossa verdadeira essência. Num mundo cada vez mais acelerado, dominado pela urgência, pelo ruído e pelo consumo imediato, este projeto procura ser um convite à pausa.
Cada composição representa um capítulo dessa viagem interior, onde a guitarra se transforma numa extensão da emoção e numa linguagem capaz de expressar aquilo que muitas vezes as palavras não conseguem alcançar.

Recentemente, participou em eventos como o Festival Cordas e colaborou com poetas da editora Douda Correria. Como é que estas interações com outras formas de arte, como a poesia, enriquecem a sua própria linguagem musical?
Qualquer colaboração artística, independentemente da forma de arte envolvida, é sempre uma experiência enriquecedora. Acredito que é precisamente no encontro entre diferentes sensibilidades, linguagens e perspetivas que surgem algumas das experiências criativas mais marcantes.
Nesse sentido, foi um privilégio participar no Festival Cordas, não só pela oportunidade de atuar, mas também por poder conhecer e partilhar palco com músicos que admirava e acompanhava há muitos anos. Foi igualmente um enorme gosto de trabalhar com Terry Costa e conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela MiratecArts. Essa colaboração acabou por abrir portas para outros projetos igualmente inspiradores, entre os quais o evento “Música no Forte”, que reúne artistas de diferentes partes do mundo no Forte de Santa Catarina, na vila das Lajes do Pico. Considero estas iniciativas fundamentais, não apenas pela promoção da música, mas também pela criação de pontes entre culturas e pela valorização do património e da identidade açoriana.
O meu primeiro concerto na ilha Terceira aconteceu num evento de poesia, ao lado do poeta Carla Félix, na cidade da Praia da Vitória. Talvez por isso, a ligação entre música e palavra tenha continuado a surgir de forma natural ao longo do meu percurso artístico.
Desde então, tenho tido a felicidade de participar em diversas colaborações, especialmente com a minha amiga Madalena Ávila, com quem partilhei vários eventos. Destaco também a participação em iniciativas promovidas por Douda Correria e o envolvimento com a banda de poesia e outras inutilidades “Ervas Daninhas”, experiências que me permitiram explorar novas formas de diálogo entre a música, e literatura.
Num mundo dominado pela palavra, a música instrumental exige uma narrativa diferente. Como é que constrói uma história ou transmite uma mensagem clara sem o recurso à voz humana?
De certa forma, acredito que a música instrumental tem sempre essa particularidade. Mas é precisamente essa característica que a torna tão bela. Por não estar condicionada por palavras, transforma-se numa linguagem universal, aberta à interpretação de cada pessoa. Tem a capacidade de conduzir o ouvinte para o seu próprio mundo interior, para memórias, emoções e paisagens que lhe pertencem exclusivamente.
Cada pessoa carrega dentro de si um universo único e, por isso, a mesma composição pode despertar sentimentos e imagens completamente diferentes de umas pessoas para outras.
Por essa razão, durante as minhas atuações, raramente explico em detalhe a história ou o significado por detrás de cada composição. Embora cada tema tenha a sua origem e a sua intenção, não quero limitar a experiência do ouvinte nem aprisionar a música a uma única narrativa. Prefiro que exista espaço para a imaginação e para a interpretação pessoal.
Uma das coisas que considero mais gratificantes é precisamente ouvir, depois dos concertos, as diferentes histórias, emoções e viagens interiores que cada pessoa viveu ao escutar a mesma peça.
Muitas vezes, essas interpretações são completamente distintas daquilo que me inspirou a compô-la, e é aí que a música ganha uma nova vida. Nesse momento, deixa de me pertencer apenas a mim e passa a pertencer também a quem a escuta.

Tem-se apresentado tanto nos Açores como em espaços emblemáticos no continente, como o Museu Nacional de Arqueologia (Mosteiro dos Jerónimos). Sente que a receção à sua música “ambiental” e “experimental” difere consoante o contexto geográfico?
A experiência no MNA foi verdadeiramente marcante e, de certa forma, um exemplo daquilo que gosto de chamar de uma feliz sincronicidade. Tudo surgiu de forma muito orgânica através das redes sociais, onde a partilha do meu trabalho despertou a atenção da Lúcia Valdevino. Na altura, encontrava-se envolvida na organização da comemoração do 132.º aniversário do museu e, tendo a instituição uma ligação histórica aos Açores, surgiu a oportunidade de apresentar uma antevisão do meu projeto musical.
Foi um momento muito especial no meu percurso, não apenas pela relevância do espaço, mas também pela forma genuína como tudo aconteceu. Gostaria, por isso, de expressar novamente a minha profunda gratidão à Lúcia Valdevino e ao diretor António Carvalho pela confiança, pela abertura e pela oportunidade que me proporcionaram. São gestos como estes que dão força aos artistas para continuarem a acreditar e a desenvolver o seu trabalho.
Por ser um projeto instrumental, acredito que a minha música tem a capacidade de ultrapassar muitas das barreiras geográficas e culturais. A ausência de palavras permite que cada pessoa estabeleça uma ligação própria com a música, independentemente da sua língua ou origem.
Naturalmente, tenho consciência de que a minha música não se enquadra em todos os contextos ou tipos de eventos. Sendo algo que convida à escuta atenta, à contemplação e à introspeção. Por isso, procuro sobretudo ambientes mais intimistas, onde essa ligação possa acontecer de forma genuína e próxima. Felizmente, existem inúmeras possibilidades para esse tipo de experiência, desde cenários naturais de grande beleza até auditórios, teatros, museus e outros espaços culturais que valorizam uma relação mais próxima entre o artista e o público.
No fundo, mais do que o tamanho do palco, o que procuro é criar momentos autênticos de conexão através da música.
Para um guitarrista focado em ressonâncias e texturas, o equipamento é muitas vezes uma extensão do corpo. Quais são os elementos essenciais no seu setup que lhe permitem alcançar as camadas sonoras que definem o seu estilo?
O desenvolvimento tecnológico no âmbito do equipamento musical tem sido uma enorme mais-valia para os músicos. Atualmente, existe um universo vastíssimo de ferramentas, efeitos e possibilidades sonoras que permitem a cada artista encontrar e desenvolver uma identidade própria.
No meu caso, tenho explorado bastante o mundo dos pedais de efeitos. Ao longo dos anos, essa procura tornou-se parte integrante do meu processo criativo, ajudando-me a expandir as possibilidades expressivas da guitarra e a aproximar-me da sonoridade que procuro construir.
Os efeitos que mais utilizo passam por reverbs, delays e freeze, ferramentas que me permitem criar ambientes mais amplos, etéreos e contemplativos. O meu objetivo tem sido desenvolver um som cada vez mais imersivo e transcendental, capaz de transportar o ouvinte para um estado de introspeção e viagem interior.
No entanto, sinto que essa pesquisa está longe de estar concluída. A música é um processo de descoberta contínua e continuo sempre atento a novas possibilidades, equipamentos e texturas sonoras que possam complementar e enriquecer o meu universo musical. Essa curiosidade permanente faz parte da minha identidade enquanto músico e é, provavelmente, uma das razões pelas quais continuo tão apaixonado por explorar o instrumento e tudo aquilo que ele ainda tem para me revelar.


Que novos caminhos ou sonoridades está Jonathan Afonso a explorar neste momento? Podemos esperar uma evolução para novos géneros ou colaborações inesperadas?
Neste momento, estou focado na reta final do lançamento do meu primeiro álbum em formato digital. Posteriormente, está também prevista uma edição física em vinil, em colaboração com a editora Marca Pistola. Depois do lançamento, o principal objetivo será apresentar o álbum ao vivo.
Curiosamente, enquanto me aproximo do lançamento deste primeiro trabalho, já me encontro a desenvolver ideias para um segundo álbum.
Tenho uma enorme curiosidade por explorar instrumentos tradicionais e ancestrais de diferentes culturas. Entre eles está a Duduk, um instrumento de sopro arménio com mais de dois mil anos de história, conhecido pela sua sonoridade profunda e melancólica, e também a Oud, considerado por muitos como um dos antepassados da guitarra moderna. Acredito que estes instrumentos poderão complementar de forma muito interessante as minhas composições e abrir novas possibilidades sonoras.
Mais do que incorporar instrumentos diferentes, interessa-me descobrir o potencial expressivo de sonoridades que, muitas vezes, estão associadas a géneros musicais muito específicos. Gosto da ideia de retirar um instrumento do seu contexto habitual e explorar novas formas de o integrar numa linguagem musical distinta, criando pontes entre tradições, culturas e universos sonoros.
Naturalmente, gostaria também de realizar colaborações num futuro próximo. No entanto, nem sempre é fácil conciliar questões logísticas, geográficas ou de disponibilidade. Ainda assim, tenho tido a sorte de cruzar o meu caminho com artistas extraordinários, experiências que guardo com enorme carinho. E quem sabe se, no futuro, os nossos caminhos não se voltarão a cruzar, dando origem a novas partilhas, aprendizagens e projetos criativos.
Uma das maiores riquezas da música é precisamente esta capacidade de criar encontros improváveis entre pessoas, instrumentos, culturas e formas de expressão. Espero continuar a trilhar esse caminho nos próximos anos, sempre com a mesma curiosidade e vontade de aprender que me trouxe até aqui.
Uma mensagem para todos os autores, criadores e artistas do mundo.
Como ainda estou no início desta caminhada, não sei se tenho uma grande mensagem para transmitir. No entanto, há duas ideias que têm marcado profundamente o meu percurso.
A primeira é a importância de criar música (ou qualquer forma de arte) para nós próprios, sem estarmos constantemente preocupados com a forma como será recebida pelos outros. O mais importante é que a criação nos faça sentido, que nos emocione e que nos faça sentir bem. Quando deixamos de criar com a expectativa de aprovação ou reconhecimento, o processo torna-se muito mais autêntico.
A segunda surgiu numa conversa que tive durante um período em que me sentia bloqueado criativamente. Nessa conversa, disseram-me algo que ficou comigo: se ainda tens uma página em branco por “escrever”, isso é um bom sinal. Significa que a história ainda não terminou, que ainda há algo por descobrir e por criar. Com o tempo, a primeira “palavra” acaba sempre por surgir. E, muitas vezes, é precisamente nesse espaço de espera que nascem as ideias mais genuínas.



